Quase 52% dos portugueses tem excesso de peso

Posted on November 19th, 2009 in Bicicleta...,Saúde,imprensa by Frederico

Tal como já por aqui falámos várias vezes (aqui, aqui e aqui) a obesidade é a verdadeira pandemia do séc. XXI.

Discute-se este fim no 13º Congresso Português de Obesidade um estudo que mostra que mais de metade dos portugueses tÊm escesso de peso e quase um terço das nossas crianças são obesas!

O mesmo estudo também fala dos perigos do sedentarismo!
Espero que no Congresso alguém se lembre que as crianças precisam de andar de bicicleta e se deve evitar que os papás e mamãs vão levá-las de carro a todo o lado!

Quase 52% dos portugueses tem excesso de peso

O primeiro estudo feito a nível nacional sobre obesidade concluiu que quase 52 por cento dos portugueses tem excesso de peso e que nunca como agora houve tantas crianças obesos. O presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade considerou este cenário aflitivo.

Alberto Galvão Teles, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, mostra-se preocupado com os números da obesidade

Alberto Galvão Teles disse que a obesidade atinge 30 por cento das crianças com dois a cinco anos e dos adolescentes, acrescentando que estes números «afligem qualquer meio cientifico».
Aquele responsável alertou que a «obesidade visceral», em que a gordura se deposita na abdómen, «é verdadeiramente grave» e deve-se ao tipo de alimentação, ao sedentarismo e ao stress.
O estudo sobre a obesidade será apresentado esta quinta-feira durante um congresso em Vilamoura.

Utilização em Outubro

Posted on November 3rd, 2009 in Ambiente,Bicicleta...,Intermodalidade,Saúde by Frederico

Este mês utilizei a bicicleta 20 dias, sendo que 18 dias foi em deslocações de e para o trabalho (ou seja, de e para a estação do comboio – que é bem perto de casa) e os outros 2 dias em outras deslocações.
No total fiz praticamente 100km (99,5) e quase 6 horas a andar (5:57:38)!

Outubro foi um mês com 21 dias úteis, embora no meu caso tenham sido somente 20 pois no dia 1 não trabalhei devido a doença, pelo que tive um aproveitamento de 90% :D
Foi um mês relativamente seco, pois só em 2 dias apanhei chuva e num deles era chuva molha-parvos, pelo que eu fiquei seco ;)
Os dois dias em que não fui de bicicleta foi porque (motivos diversos) no regresso não podia trazer a bicicleta.

Ganhos:
1 – Tempo: 0
Ainda não sei se ganho ou perco tempo ao ir de bicicleta para o comboio em vez de fazer o caminho a pé, pelo que vamos considerar que não tenho nem vantagens nem desvantagens neste caso.
2 – Dinheiro: Poupei 4x 0,80€ = 3,20€.
As 2 deslocações extra trabalho foram idas para o futebol, pelo que poupei dinheiro com os bilhetes do metro em Lisboa.
3 – Saúde: 4h30m de exercício que de outra maneira não teria feito.
Tenho cerca de 6 horas em cima da bicicleta, descontando o tempo que faço de manhã na ida para o comboio (vou devagar, pelo que podemos equiparar ao exercício que faria indo a pé), sobram as deslocações que substituem idas de metropolitano e os regressos a casa que faço por um caminho mais longo e a um ritmo mais forte.

Percas:
Não dei por nada, mas pode ser que um dia faça o caminho todo de bina e então porei aqui o tempo que levar a mais ou eventualmente gastos extra (por exemplo o bilhete do barco tendo eu o passe do comboio)…

Ah…
Falta pôr uma coisa muito importante, que por acaso até é um ganho:

Prazer!

É só a principal razão porque eu ando de bicicleta: gosto de o fazer e começar logo de manhã… priceless!

Exemplos de Zaragoza

Posted on June 24th, 2009 in Ambiente,Bicicleta...,Saúde,imprensa by Frederico
… IRONIA …

Aparentemente o Município de Zaragoza está doente!
Não é que eles estão a alterar o paradigma de circulação e têm umas ideias rocambolescas de pôr as bicicletas a andar na estrada?

Como é isto possível?
E não criam uma rede de ciclovias!?!?
Meu Deus, deve estar tudo doido!

… FIM IRONIA …

Felizmente que alguns políticos estão a conseguir ouvir os ciclistas e já perceberam que o lugar das bicicletas – como qualquer outro veículo – é na estrada e não nos passeios.

Para além do mais, quando já se percebeu que temos que devolver as cidades às pessoas e começar por medidas de acalmia de tráfego, nada como incentivar a utilização da bicicleta; basta ter uma na estrada para que o trânsito siga a uma velocidade compatível com os seres humanos e que tanto a probabilidade de acontecerem acidentes desça, bem como a gravidade dos mesmos.

Outra nota importante e que vem no mesmo sentido, é que os peões também vão deixar de ser obrigados a procurar uma passadeira para poderem atravessar a estrada!
Novamente uma medida que por si só faz mais para que o tráfego acalme que qualquer rotunda, lomba ou outra estrutura que custa dinheiro, manutenção e só vem complicar a circulação para todos.

Para terminar deixo aqui um resumo da notícia sobre Zaragoza:

Los ciclistas tendrás más prioridad frente al coche para circular en las calles de Zaragoza

* Las bicicletas sólo podrán ir por la acera en casos puntuales.
* La Policía Local multará a los quienes circulen ebrios o con el móvil.

Los ciclistas tendrán prioridad frente a los vehículos en todas las calles de un solo carril de Zaragoza, en las que el límite máximo de velocidad será de 30 kilómetros por hora, según la nueva ordenanza de circulación de peatones y ciclistas, que se aprobará en el próximo pleno municipal. De este modo, los conductores no podrán ni adelantar a los ciclistas ni acosarles cuando éstos circulen por la calzada.

Esta nueva norma también prevé cambios para los peatones, que podrán cruzar en las calles estrechas sin tener que buscar un paso de cebra, siempre y cuando se aseguren de que no entorpecen el tráfico y de que no corren riesgo.

Quase metade dos portugueses tem hipertensão

Posted on April 20th, 2009 in Saúde,imprensa by Frederico

Mais uma vez temos notícias de que a saúde dos Portugueses – à imagem da população ocidental – está cada vez pior e novamente a notícia tem a ver com as doenças cuja prevenção passa pelo combate à crescente sedentarização!

Quase metade dos portugueses tem hipertensão
por DIANA MENDES

A hipertensão afecta quase metade da população portuguesa e está a atingir cada vez mais pessoas no Alentejo e no Algarve, em parte devido à alimentação. A prevalência do problema no País, incluindo as regiões autónomas, que o DN antecipa será conhecida durante o Congresso Português de Cardiologia que começou ontem no Algarve.

Quase metade dos portugueses tem a tensão arterial demasiado alta. De acordo com os últimos dados do estudo de prevalência, tratamento e controlo da hipertensão em Portugal, coordenado por Mário Espiga Macedo, 46,5% dos portugueses com mais de 18 anos tinham, em 2008, este problema. Mais preocupante é o facto de apenas um terço dos doentes (33,9%) estar a ser tratado e apenas uma minoria de 7,6% ter a doença controlada.

Ontem decorreu a sessão de abertura. Amanhã, os médicos e participantes poderão ainda participar numa mini-maratona pelas 19 horas. “Decidimos que devíamos levar à prática aquilo que pregamos”, explica Silva Cardoso. Por isso haverá especialistas a correr pelas ruas de Vilamoura. Todos os dias, haverá ainda aulas de ginástica no hotel do congresso.

in Diário de Notícias

Felizmente os srs. doutores já se preocupam em dar o exemplo com o exercício físico, mas deviam ir mais longe:
Deviam dizer às pessoas que o problema passa por mudarem os seus hábitos de locomoção.
Trocar as deslocações passivas (exemplo: andar de carro) por deslocações activas (andar de bicicleta, andar a pé), pois assim as pessoas conseguem ter os seus 60 minutos diários de exercício físico sem terem que perder tempo e dinheiro com idas a ginásios!