Visto por aí (2)
Lisboa, Entrecampos
Sexta-feira 21 de Setembro 14:00
Lisboa, Entrecampos
Sexta-feira 21 de Setembro 14:00
Depois de atravessar o rio (mais ou menos 20 minutos) tenho o resto para fazer até Carnaxide (a subida desde Algés até Carnaxide é que dá cabo de mim), o que sabe mesmo bem é a descida final
Percurso e os dados de hoje:
7,83
26m21s (31m tempo total devido a paragens em sinais e para descanso a meio da subida)
Actualmente moro em Corroios e trabalho em Carnaxide, pelo que o meu percurso pendular obriga-me a atravessar o rio e como o único meio que tenho disponível para atravessar o rio é mesmo o Ferryboat, então isso obriga-me a adaptar-me ao horário do barco.
Como estou limitado a um barco por hora, no início acabava por ir mais vezes de transportes (comboio), pois se me atrasasse um pouco mais teria que chegar uma hora depois ao trabalho (e depois regressar também uma hora mais tarde…)
Cá vai o percurso que faço e os dados de hoje:
7,98 km
23m30s
Bicicleta é meio de transporte privilegiado
Carregar compras na bicicleta é usual, contam alguns habitantes
Carina Fonseca
“Não faz ideia das compras que eu consigo levar aqui! É como um carro carregado”, diz Maria Vilanova, de 57 anos, a apontar para a traseira da bicicleta, onde está fixada uma caixa de plástico preta. Não é caso único. No concelho de Cantanhede, o uso de bicicletas é banal. Os veículos surgem em toda a parte, encostadas a bancos de jardim, à entrada de cafés ou a circular entre os automóveis. José Matias, técnico superior de administração da Câmara Municipal de Cantanhede (CMC), justifica tal hábito com as características do relevo “Estas são zonas planas”.
“A bicicleta é o meu meio de transporte. Todos os dias faço, nela, mais de oito quilómetros”. Maria Vilanova só vê vantagens nisso “A gente faz ginástica e a ela arruma-se em qualquer lado. Quando chove, guio com o guarda-chuva aberto”. Laurindo Seabra, 71 anos, também garante não trocar a sua “antiguinha”, que “já tem uma porrada de anos”, por outro veículo. “Nem por 40 contos a vendia!”, solta, antes de partir a pedalar, cheio de pressa.
José Matias é incapaz de precisar quantas bicicletas há no concelho, já que os registos deixaram de ser obrigatórios há vários anos. Com alguma pena de Rosa Lebre, administrativa da CMC “Dava jeito que as bicicletas estivessem matriculadas, até para quando se perdem ou são furtadas. Aqui furtam imensas, sobretudo as mais cuidadas. É como se a bicicleta fosse um carrão!”.
É por já ter ficado sem uma bicicleta que Maria da Conceição Carvalho, de 35 anos, guarda a sua no apartamento. “Não vale a pena andar de carro, estacionamos sempre longe do sítio onde queremos ir. E faz bem andar de bicicleta!”.
Lisboa, Metro Campo Grande
Quarta-feira 19 de Setembro
19:40
Um grande passo em frente:
A Transtejo e a Soflusa anunciaram que o transporte de bicicletas (gratuito) passa a ser permitido em TODAS as ligações, com a excepção para a ligação entre Cacilhas e o Cais do Sodré durante as horas de ponta – a partir de 1 de Outubro.
Temos portanto que quem more em Alcochete, Montijo, Barreiro e Seixal e trabalha em Lisboa já pode levar a sua bicicleta para o trabalho!
Obrigado à Transtejo e à Soflusa!
Outro passo em frente:
A CP passa a permitir o transporte de bicicletas de forma gratuita (era pago) nos comboios urbanos.
Continua a ser somente fora das horas de ponta!
Um passo atrás para quem trabalha no Porto:
A hora de ponta da tarde que dantes era das 17h00 às 19h30 passou a ser das 16h00 às 20h00.
De manhã também se podia levar a bicicleta a partir da 9h30, mas agora é só a partir das 10:00.
Só uma nota para a CP:
Se o preço da gratuidade é não poder levar a bicicleta, então eu prefiro pagar para a levar!
Estrada – 1
Ciclovia sentido tráfego – 2-3
Ciclovia contramão – 3-11
Caminho pedonal – 7-11

Retirado de Achieving Cycle-Friendly Infrastructure página 2
A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta em parceria com a organização da Saúde Portugal Expo & Conferências 2007 e da CML disponibilizam um check-up gratuito aos utilizadores de Bicicleta que estejam em Lisboa no dia 22.
Uma iniciativa de louvar e que também serve para realçar o valor para a saúde que a utilização da bicicleta trás.
Todos os estudos indicam que a utilização da bicicleta é óptima para a saúde, chegando alguns a indicar rácios de 20:1 no que toca à análise dos benefícios vs riscos (que também os há, tal como em tudo na vida).