E nós, porque não usamos?
Foi indicado pelo José Luís Moreira para a lista Bicicletada Porto
Foi indicado pelo José Luís Moreira para a lista Bicicletada Porto
O projecto Murtosa Ciclável nasceu em 2006 fruto do “Projecto Mobilidade Sustentável” lançado pelo Instituto do Ambiente que “tem por objectivo a caracterização de tipologias de áreas urbanas que permita a identificação de problemas comuns em termos de mobilidade urbana, com vista a um apoio técnico à elaboração e implementação de acções concretas neste domínio.”
Durante o ano passado (2007) o projecto consolidou-se através da cooperação entre a CMM, Universidade de Aveiro e o InAmb e agora pretende passar da fase de estudo para a implementação duma “estratégia ciclável do Município, que assenta, fundamentalmente, na promoção da mobilidade urbana e do ecoturismo (cicloturismo), valorizando a bicicleta como meio de transporte acessível, amigo do ambiente, saudável e potenciador de novas formas de lazer, de descoberta da natureza, da cultura local e do património natural e construído.”
Nasceu assim naturalmente o Fórum Murtosa Ciclável que pretende divulgar esta estratégia:
O Jorge e o Carlos vão dar uma voltinha de bicicleta até Dakar.
Sem nenhuma equipa atrás: são só eles, as bicicletas e 1000€.
Querem ver quão longe conseguem fazer chegar o dinheiro, pelo que levam uma tenda e a sua comidinha irão comprando pelo caminho e eventualmente ter umas refeições e dormidas de borla onde ouver pessoas simpáticas.
O mais importante é que eles vão fazer uma viagem por essas estradas fora com as bicicletas bem carregadas e nós?
Será que é mesmo necessário levar o carro para ir fazer as compras?
É mesmo preciso ir ao hipermercado que fica a 10 km de casa? Não pode ser o supermercado que existe no bairro?
Um cesto, alforges ou mesmo uma caixa presa à bicicleta é suficiente para trazer muitas coisas…
Não pude evitar deixar aqui uma ligação para um slide show do New York Times.
Esta é uma das fotos que lá aparecem:
Sigam o link, pois as fotos merecem ser vistas
Um dos principais problemas que se põem a quem pretende usar a bicicleta como o seu meio de transporte é onde a deixar uma vez chegado ao destino.
Quem andar por Lisboa – ou qualquer outra localidade do país – pode ver que é raro o local onde existem parqueamentos de bicicletas (basta ver que a maioria das vezes simplesmente procuramos o poste mais próximo) e que nos existentes muitos não prestam – os chamados “wheel benders” (dobradores de rodas) – ou estão colocados em locais pouco convidativos, como este num centro comercial do Pinhal Novo que é um bom exemplo destes 2 casos.
Existem alguns com um bom desenho (tipo U invertido) que permitem encostar a bicicleta e prênde-la pelo quadro e cuja localização também é mais correcta, mas estes são a excepção.
Para que possamos ver mais pessoas a utilizar a bicicleta no seu dia-a-dia, este é um dos problema que devemos atacar e com altíssima prioridade.
Parece que este problema já começa a ser visto pelos nossos responsáveis políticos, pelo menos estão no bom caminho segundo esta notícia:
PCP propõe à Câmara de Lisboa estacionamentos para motas e bicicletas
13.02.2008Os vereadores comunistas na Câmara de Lisboa vão propor hoje a criação de lugares de estacionamento para bicicletas e motas juntos aos interfaces dos transportes públicos e nos parques de estacionamento municipais a preços reduzidos.
Numa proposta que será discutida na reunião do executivo municipal, Ruben de Carvalho e Rita Magrinho defendem que as direcções municipais de planeamento urbano e de segurança e tráfego sejam incumbidas de criar “áreas de estacionamento apetrechadas e dedicadas ao parqueamento de veículos de duas rodas, junto aos interfaces modais de transportes, jardins e parques, equipamentos colectivos e principais pólos comerciais”.Os comunistas pretendem que os regulamentos dos parques municipais sejam alterados para “possibilitar a existência de locais de estacionamento para bicicletas, ciclomotores e motociclos nos parques de estacionamento a preços reduzidos”.
O PCP propõe ainda que a EMEL disponibilize de forma experimental “nos parques subterrâneos espaços limitados, reservados ao parqueamento de veículos motorizados de duas rodas”. Os vereadores comunistas consideram que a falta de estacionamento para motas e bicicletas demove “muitos potenciais utilizadores do uso destes meios de transporte, alternativos ao convencional automóvel”.Lusa
Os destaques são meus
Outras postas onde falo sobre o assunto:
NYC – Trocar lugares de Estacionamento de carro para Bicicleta
Dia da Bicicleta – Almada
Parqueamento com Bomba de ar
Visto por aí
Morreu Sheldon Brown!
Não deixem de ler o que ele nos deixou.
Acabou o mês de Janeiro e eu quero deixar aqui alguns números da minha utilização da bicicleta:
200km andados – mais de 90% foram em deslocações casa / trabalho
26% os dias do mês em que a utilizei, correspondentes a 8 dias (em 31) – destes, 75% (6 dias) foram em deslocações pendulares
Quanto ao resto, deixo aqui um pequeno gráfico com o meu registo de utilização.

Correndo tudo bem, todos estes valores irão ser aumentados com o tempo e já neste mês; para tal basta-me ir para o trabalho de 2 vezes por semana tal como o fiz nestas 3 últimas semanas.